Para a colocação de um implante dentário é necessário que este seja fixado no osso e a verdade é que nem sempre a disponibilidade óssea é a ideal. A boa notícia é que atualmente já conseguimos ultrapassar esta limitação através de um procedimento simples e previsível.
O que é o enxerto ósseo?
Os implantes dentários são, cada vez mais, a solução de eleição por pacientes que procuram recuperar a estética e a funcionalidade do seu sorriso, na sequência da perda de dentes. No entanto, é imperativo avaliar a condição clínica dos tecidos para garantir o sucesso da fixação do implante ao osso e por conseguinte a estabilidade das coroas suportadas por esses implantes.
A perda dentária precoce, a doença periodontal e determinadas condições infecciosas são situações que se traduzem regularmente em perda de estrutura óssea comprometendo a viabilidade de uma reabilitação com implantes. Atualmente já conseguimos contornar esta limitação através de enxertos ósseos.
O enxerto ósseo é um preenchimento do defeito ósseo que permite aumentar a altura e a espessura do osso, por forma a sustentar a colocação dos implantes dentários.
A cirurgia para o enxerto ósseo
Em primeiro lugar, procede-se a uma avaliação criteriosa, que passa pela realização de alguns exames, nomeadamente o CBCT – que permite avaliar a estrutura óssea a 3D e perceber com exatidão a disponibilidade de osso para a colocação do implante. A tecnologia mais recente permite ainda um planeamento digital preciso antes de qualquer cirurgia. Após a confirmação da necessidade de aumento da estrutura óssea disponível, a cirurgia para o enxerto ósseo é planeada caso a caso. Em algumas situações o enxerto é simultâneo à colocação do implante, noutros casos o enxerto é realizado numa primeira fase e só depois é realizada a cirurgia de colocação de implantes.
Relativamente ao “osso” utilizado no enxerto, a escolha é realizada de acordo com as especificidades clínicas, normalmente entre três opções com melhores resultados:
- Enxerto autólogo — retira-se o osso do próprio paciente, normalmente na zona posterior ao último dente;
- Xenoenxerto – utiliza-se material ósseo preparado através de osso de origem animal;
- Combinação de osso autólogo com osso de origem animal.
O procedimento é simples mas o paciente deve ser acompanhado durante o período de cicatrização e integração do implante por forma a garantir o sucesso da intervenção.
O processo de regeneração óssea
O processo que se segue é o de regeneração óssea, que pode demorar alguns meses. Aquando da colocação do implante o que se espera é que passados 4 a 6 meses a integração no tecido ósseo já permita uma reabilitação funcional devolvendo estética e função mastigatória.
Contudo, é de sublinhar que para que o pós-operatório ocorra sem complicações, existem precauções que devem ser levadas a sério: privilegiar os alimentos frios e macios, tomar a medicação prescrita de forma adequada, manter uma correta higiene oral e evitar fumar ou ingerir bebidas alcoólicas.
Na YOU contamos com a mais alta tecnologia e uma equipa com mais de 25 anos de experiência na colocação de implantes. O planeamento cirúrgico digital permite-nos comunicar ao paciente com previsibilidade qual o tratamento indicado e o resultado final esperado.




